novembro 22, 2016




por: wanderson branco
[11] fev/mar 2015

Depois de contabilizar duas falências, o norte-americano Hilly Kristal decidiu abrir o CBGB & OMFUG. Palco de uma transformação na música mundial, o bar funcionou 33 anos (1973/2006) e recebeu mais de 50 mil bandas tornando-se um dos lugares místicos da cultura rock ao dar espaço a nomes como Television, Patti Smith, Blondie, The Police, Iggy Pop e, claro, Ramones. 






por: moisés ribeiro
[12] abr/mai 2015


Nossa redação bateu um papo com Gabriel O Pensador. Cheio de histórias, o rapper mais conhecido do Brasil falou de música, de seus projetos sociais, da carreira e revelou como se inspira para conscientizar a população brasileira.  

O que você quer dizer com "meu rap é para um público misturado"? 
Eu sempre afirmei isso em formas diferentes. O meu som é feito pra qualquer tipo de público, talvez seja mais claro dizer assim. Não sou um cara que escuta só um tipo de música, tenho influência de reggae, mpb, rock, desde Luiz Gonzaga até samba, pagode, coisas da irreverência, da brincadeira, do humor da música brasileira e do rap que chegou com uma linguagem forte em que eu aprendi a ser claro, contundente com as palavras quando era pra ser. Então eu utilizei de várias influências para construir um som que fosse a minha cara. Eu gosto de ver pessoas de várias tribos, idades, classes sociais, por isso não dirijo o meu som para um público específico. 

Você se afastou profissionalmente da música por sete anos em prol de suas obras. Como foi retornar pros estúdios depois desse período? 
Eu priorizei por um momento o futebol por envolver a vida de muitos jovens jogadores e era uma novidade pra mim, mas eu não me afastei da música, continuei fazendo shows e por etapas “homeopáticas” gravei um disco. Realmente teve uma demora em relação a gravação do disco. Mas eu voltei com sede do novo, de divulgação de turnê nova. Novos músicos na banda me deram uma empolgação a mais, cada um com seu estilo, energia. Então eu tive um sabor de retorno, de volta. Disso eu já estava com saudades. Estou amarradão com tudo que vem rolando, já passamos por Portugal, Cabo Verde, Irlanda, Uruguai, China... e agora a minha prioridade é a música e o futebol, paralelamente, continua rolando. Estou sempre atento pra unir as duas coisas, faço um show e às vezes naquele local realizo visitas em algum clube. Sou realmente muito grato por trabalhar com o que eu gosto de fazer.

Sabemos que você cuida de dois projetos sociais: "Pensador Futebol" e "Dream Football". Qual o objetivo em idealizar essa mistura de futebol e educação?
Foi um prazer participar do projeto Dream Football durante dois anos. O Luís Figo me chamou pra ser o embaixador no Brasil. Recebi o convite justamente por eu ter ligação com a educação. Ele assistiu lá em Portugal que além da música eu trabalhava com a criançada num outro ambiente das feiras do livro, nas escolas e que eu também tinha um outro trabalho com o futebol. Esse fora da Dream Football continua... o “Pensador Futebol” é um projeto que hoje está concentrado no Rio Grande do Sul em um clube chamado Novo Horizonte e que vem transformando a vida da garotada da cidade de Esteio e dos arredores.

Em uma entrevista você afirmou que "o rap estimula o cara a ter opinião própria". Por quê?
O rap mudou bastante, principalmente nos Estados Unidos, virou uma coisa mais vazia, com muita ostentação, muita marra, mas aqui eu acho que os rappers ainda mantêm a essência de falar com o coração, de tentar transformar a mentalidade do ouvinte, de usar essa linguagem para fazer as pessoas refletirem, fazerem as pessoas reagirem. Isso é o que eu quis dizer, que o rap torna a gente mais livre, abre a cabeça. Mas não só o rap, o Bob Marley, por exemplo, foi um artista que abriu a cabeça pra muitas coisas. Artistas do rock brasileiro na época pós-ditadura, anos 80, eu com meus 10, 12 anos, começando a interessar por letras de músicas. Enfim, a música tem esse poder e o rap, apesar das distorções que ocorreram desde a origem até hoje, contempla um pouco mais dessa capacidade.

A música intitulada CHEGA seria um apelo a atual situação do nosso país?
A música Chega é mais um desabafo, entre outras que já fiz e falam dos descasos, desrespeito e humilhação que a gente sofre vendo cada vez mais as coisas erradas sendo feitas na nossa cara. O dinheiro sendo desviado, as pessoas morrendo nos hospitais e a falta de condição que a gente tem de vida em todas as classes sociais. Você não tem segurança, não tem retorno dos impostos que paga. Essa música deixa bem claro essa questão que tudo isso é feito com o nosso dinheiro, seja o cidadão rico ou pobre. Música simples, mas que vale pra todos os governos, sejam os atuais ou os passados. Deixo bem claro que não há vínculo com nenhum partido e a nenhuma esfera política. Vale ressaltar também que teve pedido de pessoas pela internet, querendo música nova de protesto. O pessoal está realmente cansado de ver tanta notícia ruim. Seja de corrupção, seja do Ricardo dos Santos ou do menino no Alemão, pessoas sendo mortas... e aquelas velhas notícias de sempre. Então, existe sim essa cobrança do público. Recebi muitos recados pela página do Facebook: Gabriel O Pensador Oficial, pra quem também quiser interagir, sou eu mesmo quem olho, respondo. Mas enfim, a galera está meio perdida em suas convicções, eu vejo isso, estão se agredindo. Acho uma babaquice, porque os políticos desonestos se unem quando querem ferrar a gente, não se importam com ideologia. Vejo pessoas que poderiam se unir para cobrar seus direitos e ficam se ofendendo por diferenças sociais e visões políticas. Minha música tem a intenção de representar várias pessoas que estão cansadas. Falo na  letra “corda no pescoço do patrão e do empregado” e por aí vai...

Como esta canção, você sempre procurou manifestar os descontentamentos do povo brasileiro em suas letras. De onde partiu, “vamos se dizer assim”, esse intuito musical?
Eu comecei a fazer música justamente por isso. Sempre tive necessidade de questionar muita coisa, de protestar, de falar do racismo, da injustiça, do comportamento da minha própria geração na época. Desde o primeiro disco já fica bem claro o que me levou a entrar na música. Sempre fui aberto a temas mais alegres, gosto de falar de amizades, festas, surfe. No entanto o que me motiva muito é falar destes temas que fazem as pessoas pensarem. Eu também já fui muito influenciado através das músicas que eu ouvia, o que eu assistia na TV, o Chico Anísio mesmo já me influenciou muito pelo seu bom humor. Na verdade tudo pode ser influência, mas principalmente o dia a dia, as coisas que acontecem na vida real. Eu vivi em São Conrado, onde moro hoje, dos 12 aos 15 anos conhecendo a rocinha, andando de skate, surfando com a galera. Vi muita coisa boa, muita coisa ruim. Não só neste momento, mas durante a minha vida eu sempre fui muito atento, observador e muito sensível. Isso acabou sendo transformado em música. Tudo que eu vivi, experimentei...




por: pedro millard
[12] abr/mai 2015

Se você estivesse em uma cidade que fica localizada no meio do deserto de Mojave e as temperaturas atingem a sensação de até 50 graus Celsius, tudo o que você desejaria neste calor seria uma bebida bem refrescante. E se fosse possível se refrescar ainda mais? Em Las Vegas, tudo que envolve a palavra “possibilidade” também envolve um tom de exagero, tanto é que a palavra “refrescar” se tornou algo parecido com “congelar”. Foi assim que fomos parar no Minus 5° Ice Lounge, um bar inteiramente composto por gelo e que leva esse nome, pois as temperaturas se mantêm em 5 graus negativos.

Dentro do luxuoso hotel cassino Mandalay Bay, essa diferente opção de entretenimento é uma boa pedida na famosa Sin City. Ao entrar, você tem a opção de beber no Lodge Bar, que é mais aconselhada aos que não suportam o frio, ou então beber no Ice Bar. Ao escolher essa segunda opção você pode pagar U$17 somente para entrar, ou escolher outros tipos de pacote no qual incluem algumas bebidas, fotos e lembranças do local. Entrando no Ice Bar, você deverá se agasalhar com a roupa fornecida pelas atendentes, além de luvas e gorros para se proteger do frio glacial. Não é permitido entrar com equipamentos eletrônicos, sendo assim, fica difícil tirar aquela selfie com a galera.

No Minus 5°, a decoração conta com blocos de gelo importados do Canadá, que são moldados de maneira que fiquem parecidas com esculturas, algumas bem criativas e outras fazendo referência a famosas obras de arte. O layout é mudado todo mês. Ali, tudo é feito de gelo: paredes, bancos, mesas e até os copos. Nos sofás, também feitos de gelo, uma cobertura com pele de animal torna um pouco mais confortável o seu descanso.







As bebidas, não são assim tão refrescantes, sendo a maioria composta por vodka, forte o suficiente para esquentar um pouco. São servidas em copos de gelo neozelandês, que tem uma propriedade que impede que a bebida faça-o derreter. As garçonetes do local parecem não se incomodar com o frio intenso e com shorts curtos e decotes levam as bebidas aos clientes. Uma experiência única e bastante interessante, um bar para quem gosta de beber e se divertir ao modo russo, e isso no meio do deserto escaldante.



outubro 16, 2016

fotos: júlio palestini


A 1ª Edição do Festival "No Mercado" aconteceu no dia 15 de outubro de 2016 no Mercado Distrital em Divinópolis MG. Organizado pela Sou Fun Produtora, o evento resgatou história e tradição com muita música, gastronomia, chopps artesanais, cervejas e food trucks vindos de Belo Horizonte. Dez atrações musicais de diferentes gêneros se apresentaram e, mesmo com a chuva no fim da tarde, o evento  foi um sucesso de público e animação do início ao fim.

outubro 12, 2016


[12] abr/mai 2015

O McSorley’s foi inaugurado em 1854 e é um dos bares mais antigos de Nova Iorque. Fica na rua 7 número 15, no bairro East Village em Manhattan. Tem um estilo muito característico e sua decoração permanece inalterada desde a inauguração. O pequeno bar está repleto de recordações e artefatos de quase dois séculos de vida: obras de arte envelhecidas, móveis da época, jornais antigos que cobrem as paredes, chão de serragem, bandeira dos Estados Unidas ainda com 48 estados, etc.

John McSorley, o fundador, morreu em 1910, aos 87 anos. O "velho John", como chamavam-no os antigos fregueses, era excêntrico. Decorou o bar ao estilo de um estabelecimento que conheceu em Omagh, sua cidade natal, no condado de Tyrone, na Irlanda. McSorley’s Old Ale House é o nome oficial, mas os fregueses só o chamam de McSorley’s.

Dos 20 aos 55 anos, o velho John bebeu todos os dias, mas em seus últimos 32 anos de vida não tomou uma gota. “Já tive minha cota”, explicava. Acreditava que ninguém precisava de bebida mais forte que uma caneca de cerveja aquecida no rebordo da estufa. Dizia que o lema de seu bar era “boa cerveja, cebola crua e mulher nenhuma”. Ele achava impossível que os homens pudessem beber em paz na presença de mulheres. Durante muitos anos havia um aviso pregado na porta: “ATENÇÃO. NÃO DISPOMOS DE RESERVADO PARA SENHORAS.”


No bar não toca música, de modo que a conversa é considerada importante. O local é sempre bem lotado e as mesas são comunitárias, onde se pode interagir com as pessoas. No cardápio há boas opções com preços bem acessíveis como sanduíches, prato de queijo e outras porções. Quando se pede um chopp, sempre vão trazer dois copos do escolhido. Lá servem apenas cerveja - dois tipos, claro e escuro. Todos feitos pela própria casa. Esta é uma tradição McSorley. Quando John confiou o bar a seu filho teve que demití-lo mais tarde porque estava servindo destiladas.

McSorley Old Ale House não é apenas um dos bares mais históricos nos Estados Unidos, é praticamente um museu. Sua história tem sido conservada até os dias atuais. Apesar de bem inusitado, é considerado um ótimo lugar, principalmente para pessoas que gostam de cerveja, não somente pela qualidade da mesma, mas também pela viagem no tempo que o ambiente proporciona com toda a história que carrega.